Porque sou “pecador”?

Desde os tempos mais antigos do Cristianismo, mesmo antes da chegada do Messias, quando ainda eram os Hebreus livres da escravidão do Egito, se tinha a ideia do pecado, dando a ideia de um Deus com ira, ódio e vingativo e no íntimo as pessoas por melhores que fossem se perguntavam, porque sou pecador?

porque sou pecador se faço o bem?

Fazer o bem é relativo, há quem diga que dar esmolas é ser bondoso, benevolente para com os pedintes, há quem diga isso ao ver o ato de caridade, porém, se observarmos friamente, ao dar alguma moeda, sob outro ponto de vista poderemos estar cerceando de alguma forma o crescimento desta pessoa, facilitando e criando um hábito de pedir dinheiro.

Neste parágrafo acima, não pretendo ser cruel ou desumano, quero apenas levantar a questão da culpa, este é um do porque sou pecador, na verdade em nosso inconsciente está arraigada, enraizada a ideia de pecado original e por mais que façamos o bem, o nosso inconsciente tem um mecanismo de autopunição pela ideia do pecado original.

Eis ai o porque sou pecador, há muitos e muitos anos foi instalado a ideia de que nascemos assim pecadores e nos foi transmitido de geração em geração, baseado em nossas crenças do que é bem ou do que é mal.

Porque sou pecador se o pecado não existe?

Como assim o pecado não existe?

Segundo o a coletânea Verdade da Vida, escrita por Masaharu Taniguchi, filósofo criador da Seicho-No-Ie filosofia que veio do Japão e cresceu muito em todo o Brasil,  estudioso das religiões orientais e detentor de grande sabedoria, Masaharu obteve uma revelação de que o pecado é inexistente, assim como tudo que não é criação de Deus é apenas sombra ou ilusão da mente.

No Budismo e no Cristianismo sempre se teve a ideia de pecado, mas todos sempre se questionaram sobre a obra do pecado original, questionando-se, porque sou pecador?

Há muitas interpretações erradas sobre a Bíblia, ou na pior das hipóteses, pessoas interpretaram os textos bíblicos de uma forma muito conveniente à época, com uma linguagem tão arcaica, que muitas vezes nada tem a ver com os dias atuais.

Hoje a Metafísica, Ciência que estuda a mente humana e a formação de doenças através formação de substâncias pela inquietação, nervosismo, raiva e todo sentimento negativo e muitos casos nesta vida foram comprovadamente uma reação ao estado mental da pessoa.

A mente é autopunitiva pela ideia do pecado, portanto, o que nos castiga diante do erro é nosso mecanismo inconsciente que tem encrustada a informação, se peco devo ser punido.

Tudo é crença, transmitida de geração em geração, é como o cavalo amarrado no pé de uma cadeira durante anos, ele tem força enorme para sair dali quando quiser, porém, na mente dele como está amarrado, não pensa em sair porque acha que não tem força, é apenas um condicionamento.

Isso é condicionamento da mente, eis o porque sou pecador!

É como uma mentira contada  mil vezes que se torna uma verdade!

Analise sobre sua própria ótica, consegues ver no nascimento do seu filho o tal pecado original?

Consegue ver algum resquício de maldade em um recém nascido, porque sou pecador, se nasci como fruto do amor ou não das pessoas, mas com certeza com a permissão de Deus para estar nesta terra entre os vivos e cumprir a minha missão?

Sei que muitos vão torcer o nariz para este artigo, mas as mentes abertas e contra todo o fundamentalismo que afunda o mundo por seus dogmas, entenderão, porém, não sabem como se livrar deste estigma do porque eu sou pecador, nasci pecador.

Devo continuar assim?

Nesta ilusão de que o pecado é existência verdadeira?

A decisão é sua, estar em “pecado”, seria estar em erro e o erro é inerente ao ser humano, nesta vida aprendemos muitas coisas errando e acertando, muitas vezes repetindo o erro, mas condenar uma pessoa ao fato de ser pecador por origem é como colocar um cabresto “culpa” e condenar um ser humano a infelicidade, por mais que ele busque o bem, jamais deixará de ser um pecador, a dúvida do porque sou pecador paira no ar.

Está nas profundezas do inconsciente e na coletividade das pessoas, sejam elas zen budista, carismáticas ou qualquer segmento que não aceite a ideia de pecado, pensa na natureza dos animais que fazem parte do mundo de Deus, eles caçam e existe uma cadeia de predadores, estariam eles em pecado?

Porque eu sou pecador, se escolhi o caminho do bem, se escolhi buscar me conhecer e nisso consiste externar o Deus que coabito, que é o fundador da vida, do belo e das coisas do bem?

Somos a representação máxima de Deus na Terra, expiar algum tipo de pecado é manter-se apegado a ideia mais retrógrada e mais arcaica de se pensar, não estou negando aqui que existam pessoas na ilusão do mal, pelo contrário, estamos cheios de pessoas iludidas pelo dinheiro, fracassadas, desempregadas e isso é uma repetição do coletivo, da ideia de pecado que tem origem.

Solução para a extinção do pecado, existe?

Sim é claro!

Abra sua mente, a essência das religiões é sempre a mesma, porém deturpada pelo homem, vai em busca do teu verdadeiro ser, filho de Deus e merecedor do bem, te liga a divindade em todas as ocasiões da tua vida, ao deitar-se para o sono dos justos, ao acordar, olhe para o astro rei e agradeça as dádivas deste criador.

De forma simplista, mas importante a conexão com este Deus é o que faz de ti um ser intocável, imaculado e cada vez mais no caminho do bem, apenas isso fará com que você tire da mente a ideia de pecado que há milhares de anos vem passando de geração em geração.

Forte abraço!
Luciano Lima

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